Benvindo raio de sol...

Benvindo raio de sol
a esta terra de terra e de pedras,
a estes lagos brancos como a neve
que estão sobre os teus passos.
A este amor, a esta distração, a este Canaval,
onde ninguém te quer bem,
onde niguém te quer mal.
A esta música que não tem ouvidos,
a estes livros sem palavras,
benvindo raio de sol, terás lápis para pintar.
E um copo para beber depressa
e outro para beber devagar,
um sorriso para te defender
e um passaporte para ires para longe.
Benvindo a esta janela,
a este céu sereno,
a todos os sons matinais,
a este mundo já demasiado cheio.
A este estranho caminho de ferro
único no mundo por onde podes andar,
que te leva onde sopra o vento,
leva-te onde escolhes de regressar.
A esta lua tranquila que se senta docemente.
No meio do mar estão algumas nuvens
mas não importa,
porque lá longe passa um navio,
com todas as luzes acesas,
benvindo filho de ninguém, a este país.
F. de Gregori



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