Mar e Céu....
Entre o mar e o céu parece existir uma intima fração de tempo e espaço que por vezes se confundem. Não se sabe bem onde começa o céu e acaba o mar. É nesse espaço, talvez imaginário, que Te continuo a procurar, que continuo a acreditar, que continuo a respirar o teu respiro. Vivo ainda do Teu sopro, do Teu cheiro. A minha existência ainda se confunde com a Tua apesar da grande tempestade que se abateu sobre nós... sobre mim. Vou-me esfumando num bafo espavorido de um cigarro que já não fumo pensando no mar, no céu, na vida e consumo-me tal qual uma droga, tal qual os litros de cerveja que bebo por dia (por vezes sem nexo). Crescem-me os cabelos brancos diminui-me paciência. Paciência. Cresce-me a barriga diminui-me o coração. Sinto perder o ar, o espaço. Sinto a linha que separa o céu e a terra a desaparecer... mas ainda há tempo... muito tempo. Enquanto houver uma restia de sopro, do teu sopro serei sempre... um explorador...



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